Cotidiano
Brasileiros lideram pedidos de residência no Paraguai em meio a aumento da migração para o país vizinho

O número de brasileiros que buscam residência no Paraguai segue em crescimento em 2026 e já representa a maior parte dos pedidos registrados pela Direção Nacional de Migrações do país vizinho. Benefícios tributários, custo de vida mais baixo e maior facilidade para abertura de negócios estão entre os principais fatores apontados para o aumento do fluxo migratório.
Em Ciudad del Este, filas começam ainda durante a madrugada em ações de regularização migratória promovidas pelo governo paraguaio. Em um dos mutirões realizados neste mês, foram distribuídas 250 senhas por dia para atendimento de estrangeiros interessados em iniciar o processo de residência.
De acordo com dados divulgados pela Direção Nacional de Migrações do Paraguai, em todo o país, os brasileiros lideram os pedidos de residência em 2026, representando cerca de 64% das solicitações registradas entre janeiro e março deste ano. O volume supera 18 mil pedidos no período. Em todo o ano passado, mais de 25 mil brasileiros solicitaram residência no país.
O perfil dos migrantes é diversificado e inclui empresários, profissionais liberais, estudantes de medicina, trabalhadores remotos e aposentados. Muitos deixaram de cruzar a fronteira apenas para compras e passaram a considerar o Paraguai como alternativa para moradia, trabalho e investimentos.
Todos os dias, milhares de pessoas atravessam a Ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai. O fluxo crescente acompanha a expansão econômica observada principalmente nas cidades de fronteira.
Entre os fatores mais citados pelos estrangeiros estão a menor carga tributária, tributação simplificada, custo reduzido de moradia, combustível e serviços básicos, além da rapidez no processo migratório. Segundo o chefe regional de Migração, Cornelio Melgarejo,quando toda a documentação é apresentada corretamente, a emissão da residência pode ocorrer em menos de uma semana.
Texto e foto: reprodução/RIC.com.br, com edição NH Notícias








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