Cotidiano

Bebê nasce durante jogo da Noruega na Copa e é registrado com o nome de “Haaland”

A médica ouviu o nome reservado para o bebê durante uma consulta de rotina e não segurou a piada: “Logo o jogador que vai enfrentar o Brasil. Tomara que ele não faça gol”. Poucos dias depois, a coincidência ficou ainda maior. No dia 11 de julho de 2026, às 18h52, enquanto a seleção da Noruega encarava a Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo, nascia em Timbó, no Vale do Itajaí, o Haaland catarinense.

 

O menino veio ao mundo com 3,766 quilos e foi registrado na cidade como Haaland Benício da Silva Leal. A família mora no bairro Imigrantes, e o nome pouco comum ganhou repercussão rápida assim que circulou.

 

A internet fez as contas sozinha e errou. A leitura que correu foi a de que o nome seria uma alfinetada, uma resposta à eliminação do Brasil justamente para a Noruega nas oitavas de final. Não foi. Em entrevista ao ND Mais, o pai, Luan Leal, de 35 anos, contou que a homenagem ao atacante norueguês já estava decidida bem antes de a Copa começar.

 

“Eu já acompanhava o Haaland desde a época do Borussia Dortmund. Sempre admirei a dedicação dele, a forma como joga e também a humildade que demonstra fora de campo. Quando pensamos em um novo nome para o nosso filho, lembrei dele e sugeri para a minha esposa. Ela gostou na hora”.

 

O plano original era outro. O casal havia escolhido Benício, sugestão da mãe, Antônia Danyele da Silva. O nome não foi descartado, ganhou companhia: ainda durante a gestação, os dois decidiram acrescentar Haaland na frente. O Benício virou o nome do meio, e o menino saiu do cartório carregando os dois.

 

O parto coincidiu com o jogo quase minuto a minuto. Luan acompanhava a partida pelo celular dentro do hospital enquanto a esposa entrava em trabalho de parto. O menino nasceu poucos minutos antes do apito final de Noruega e Inglaterra, duelo que terminou com derrota norueguesa por 2 a 1, uma semana depois de a seleção escandinava ter eliminado o Brasil.

 

Mas o que ficou para o pai não foi o placar. Foi outra estreia. Pai de três filhos, Luan entrou pela primeira vez em uma sala de parto e viu o nascimento de um deles.

 

Nos outros dois eu não consegui entrar na sala de parto. Dessa vez pude acompanhar tudo. Foi um momento que vou guardar para sempre.

 

Texto e foto: reprodução/Jornal Razão, com edição NH Notícias

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