Política

Andy Burnham assume como novo premiê do Reino Unido

O ritual é o mesmo para todo primeiro-ministro britânico: o nome mais forte do Parlamento cruza os portões do Palácio de Buckingham, participa do beija-mão do monarca e, só então, abre caminho para ser eleito premiê.

 

Foi o passo-a-passo seguido por Andy Burnham nesta segunda-feira (20). Diante do rei Charles III, o ex-prefeito da Grande Manchester foi formalmente convidado a formar governo e a suceder Keir Starmer no número 10 de Downing Street. Com isso, foi oficializado como o sétimo primeiro-ministro do Reino Unido em uma década.

 

Diferente da maioria dos primeiros-ministros britânicos recentes, Burnham não chegou ao poder por meio de uma escalada linear dentro do Parlamento. A trajetória que construiu foi marcada por uma pausa incomum: depois de anos como parlamentar e ministro, ele deixou Westminster em 2017 para assumir a prefeitura da Grande Manchester, um cargo de administração regional, sem assento na Câmara dos Comuns.

 

Foi fora do Parlamento que Burnham construiu boa parte da base política. Com promessas de descentralização e de aproximação das demandas populares, ganhou o apelido de “Rei do Norte” e se tornou o rosto de um discurso sobre desigualdade regional e desconfiança com a cúpula do partido em Londres.

 

A guinada começou a ganhar contornos concretos em janeiro deste ano, quando, em meio a uma sequência de crises que corroeu a popularidade de Starmer, Burnham anunciou que tentaria uma volta ao Parlamento. Na carta em que comunicou a decisão ao Comitê Executivo Nacional do partido, ele garantiu que não pretendia agir contra o governo caso fosse eleito — um aceno para conter especulações sobre uma disputa de liderança que já circulavam havia meses.

 

Texto e foto: reprodução/SBT News, com edição NH Notícias

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